
A segunda fase de desenvolvimento da família, quando os filhos entram na adolescência, é caracterizada por
mudanças que acontencem em um contexto social mais amplo e que vão se tornando a cada dia mais complexos. Ocorrem necessidades de readaptações familiares entre os membros, desenvolvem-se novos padrões de comportamento e regras.
A fase da adolescência exige mudanças estruturais e renegociações de papéis na família, envolvendo pelo menos três gerações de parentes, por serem tão intensas, as demandas adolescentes frequentemente são como catalisadores para reativar questões emocionais e acionam os triângulos que são formados no contexto familiar ( separações entre os membros por afinidade ou apoio em sub grupos).
Se o adolescente entra em conflito com um dos pais os esforços para diminuir a tensão frequentemente se voltam para antigos padrões de relacionamentos aprendidos na família de origem dos pais embora os pais tenham feito esforços conscientes para educar seus filhos de modo diferente. Isso por sí só gera muito extresse, o saber exatamente como lidar com essa fase do filho. Muitos pais, na tentativa de buscar novas soluções para os problemas apresentados nessa fase, pelo filho, tomama atitudes extremas ou puxam as rédeas ou retiram-se emocionalmente, evitando os conflitos, aceitam ou rejeitam o filho adolescente gerando com essas atitudes mais problemas no relacionamento.
Nessa fase da família com filhos adolescentes outro estresse que acontece é com os pais da família de origem que entram na fase da velhice e com ela são necessárias novas readaptações. Nessa fase, no momento em que os pais de meia-idade começam a lidar com questões de autonomia dos próprios filhos, com a sua em relação a aposentadoria tem de lidar também com a do declínio e velhice dos próprios pais.
A transição da infância para a adolescência assinala uma perda para a família do filho criança. Os pais, muitas vezes sentem um vazio, quando o adolescente passa a ser independente.
O filho adolescente traz para a família uma gama de valores, atitudes e idéias novas, próprias de seu tempo e da nova geração. Famílias muito rígidas tendem a ter problemas e disfunções maiores, experimentando dificuldades ao identificar as novas necessidades e ao se readaptarem a essas novas situações e exigências.
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