Psicologia Clínica Emergencial e TEPT
Psicóloga especializada em transtorno de estresse pós traumático- TEPT desencadeados por acumulos de estresses ou traumas causados em situações de catástrofes, suicídios, sequestros, lutos, desempregos e outros desequilíbrios que acontecem a qualquer pessoas na vida, principalmente na vida atribulada das grandes cidades.
terça-feira, 12 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
A repetição de modelos intergeracionais
Os pais e mães contemporâneos não querem ser como foram seus pais, mas não sabem exatamente como devem agir, não tem modelos claros a adotar.
As diferenças de modelos familiares de cada cônjuge, somadas à ineficiência de tais modelos para a solução dos conflitos atuais, oferecem ao casal um contexto extremamente inseguro para desempenhar os papéis de pais de cuidadores e orientadores, do desenvolvimento de seus filhos.
Os padrões transacionais (regras) regulam o comportamento dos membros da família e são mantidos por dois sistemas de repressão: o primeiro é genérico e envolve as regras universais que governam a organização familiar nele, na família, existe a hierarquia de poder onde cada membro tem diferentes níveis de autoridade e cada membro tem uma função complementar, operando como uma equipe; o segundo é idiossincrático envolvendo expectativas mútuas nos membros específicos da família. MINUCHIN E FISHMAN - Técnicas de Terapia Familiar.
Os mitos familiares são acontecimentos vergonhosos ou não tidos como "segredos" pela familia e que podem uni-la servindo para diferenciá-la de outro grupo familiar. Alguns exemplos de mitos: da prosperidade; da união; da propriedade; da autoridade; da honestidade, entre outros.
Família com filhos adolescentes

A segunda fase de desenvolvimento da família, quando os filhos entram na adolescência, é caracterizada por
mudanças que acontencem em um contexto social mais amplo e que vão se tornando a cada dia mais complexos. Ocorrem necessidades de readaptações familiares entre os membros, desenvolvem-se novos padrões de comportamento e regras.
A fase da adolescência exige mudanças estruturais e renegociações de papéis na família, envolvendo pelo menos três gerações de parentes, por serem tão intensas, as demandas adolescentes frequentemente são como catalisadores para reativar questões emocionais e acionam os triângulos que são formados no contexto familiar ( separações entre os membros por afinidade ou apoio em sub grupos).
Se o adolescente entra em conflito com um dos pais os esforços para diminuir a tensão frequentemente se voltam para antigos padrões de relacionamentos aprendidos na família de origem dos pais embora os pais tenham feito esforços conscientes para educar seus filhos de modo diferente. Isso por sí só gera muito extresse, o saber exatamente como lidar com essa fase do filho. Muitos pais, na tentativa de buscar novas soluções para os problemas apresentados nessa fase, pelo filho, tomama atitudes extremas ou puxam as rédeas ou retiram-se emocionalmente, evitando os conflitos, aceitam ou rejeitam o filho adolescente gerando com essas atitudes mais problemas no relacionamento.
Nessa fase da família com filhos adolescentes outro estresse que acontece é com os pais da família de origem que entram na fase da velhice e com ela são necessárias novas readaptações. Nessa fase, no momento em que os pais de meia-idade começam a lidar com questões de autonomia dos próprios filhos, com a sua em relação a aposentadoria tem de lidar também com a do declínio e velhice dos próprios pais.
A transição da infância para a adolescência assinala uma perda para a família do filho criança. Os pais, muitas vezes sentem um vazio, quando o adolescente passa a ser independente.
O filho adolescente traz para a família uma gama de valores, atitudes e idéias novas, próprias de seu tempo e da nova geração. Famílias muito rígidas tendem a ter problemas e disfunções maiores, experimentando dificuldades ao identificar as novas necessidades e ao se readaptarem a essas novas situações e exigências.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Papéis Parentais
O casal passa por uma série de mudanças significativa na dinâmica conjugal quando nascem os filhos, em especial o primeiro. A chegada de um filho modifica o equilíbrio entre o casal, trabalho, amigos e a própria família de origem.
Minuchim & Fishman em Técnicas de terapia familiar (2003), situa o período do nascimento do primeiro filho como uma fase de reorganização do casal para lidar com novas tarefas e novas negociações nas regras dentro da família onde a criança recem-nascida tem uma atenção e cuidados especiais devido a sua dependência de quem cuide dela, em geral a mãe.
Com o nascimento do primeiro filho a família nasce, surgem os pais, os avós, os tios, os primos, etc. A criança pode ser uma adição bem vinda ou uma dificuldade, e pode cimentar ou dissolver um casamento. Desde a gravidez até o nascimento do bebê, o casal geralmente vive emoções controversas, ora sentindo-se próximos um do outro, ora sentindo que a experiência que estão vivendo os distancia. Em geral, a mulher sente-se fragilizada, mais sensível, tanto na gravidez como no período do pós-parto. Já o homem sente a vinda do filho, como um grande desafio a ser enfrentado. (CERVENY E BERTHOUD, - Visitando a família ao longo do ciclo vital, 2004)
Cada estágio do desenvolvimento do bebê também apresenta diferentes desafios psicossociais e satisfações para os pais. Durante a infância os genitores desfrutam a alegria em conhecerem um novo ser humano que está apenas começando a tomar forma com indivíduo e também passam pela experiência da sufocante tarefa de lhe proporcionar permanente cuidados.
A família tem duas funções básicas: assegurar a sobrevivencia física dos membros e construir a humanidade essencial em cada um e a constituição da família, determina as formas de comportamento necessárias nos papéis de marido e esposa, pai, mãe e filhos.
Na família todo o processo de distribuição de gratificações é governado pelos pais. Esse processo pode ser suave, onde prevalece uma atmosfera de amor mútuo ou cheio de desvios e mudanças repentinas onde podem ocorrer sentimentos profundos de frustrações acompanhadas por ressentimentos e hostilidades. Um excesso de desilusão, dor e rancor podem provocar sérios prejuízos ao desenvolvimento saudável.
A tarefa mais importante da família é a de socializar a criança, favorecer o desenvolvimento de sua identidade. Nas relações conjugais cada parceiro vem para a união com uma identidade pessoas já formada mas ainda incompleta. A fusão desses dois seres incorpora algo da auto imagem de cada parceiro conjugal e a imagem de suas respectivas famílias de origem que somados desenvolvem algo único e novo.
Divórcio
O divórcio entre os pais é um dos conflitos conjugais mais traumáticos do ambiente familiar, pois culmina na separação física, gera estresse nos filhos e na relação parental. A maioria dos filhos do divórcio se ajustam razoavelmente bem a nova situação, mas sua ocorrência em crianças pequenas, que não entendem muito bem o que acontece e o porque, passam a manifestar: dificuldades na aprendizagem, transtornos emocionais e mentais reproduzidos na adolescência ou na idade adulta, como comportamento anti-social, dificuldades com figuras de autoridade e abandono da escola. De acordo com algumas pesquisas, 25% dos filhos do divórcio atingem a idade adulta com graves problemas sociais, emocionais ou psicológicos.
A personalidade se inicia a partir de um período de indiferenciação, numa espécie de interiorização, que explicarei em novas postagens, pela qual a criança conquista e unifica pouco a pouco os elementos de seu eu.
O bebê não diferencia o objetivo do subjetivo e com os passar dos dias e meses vai discernindo as sensações interna ligadas às funções orgânicas e depois as sensações internas causadas pelas qualidades dos objetos (por exemplo a luminosidade, os sons... etc.).O mundo exterior e interior se opõem desde então, por efeito dos esforços de adaptação ao mundo exterior e dos obstáculos que se deparam. (JOLIVET, Regis, 1967 ).
domingo, 3 de abril de 2011
O ambiente familiar
A família tem duas funções básicas: assegurar a sobrevivência física dos membros e construir a humanidade essencial de cada um. A configuração da família, determina as formas de comportamento necessárias nos papéis de marido e esposa; pai; mãe; (papéis parentais) e filhos. (ACKERMAN, 1986)Na família todo o processo de distribuição de gratificações é governado pelos pais. Esse processo pode ser suave, onde prevalece uma atmosfera de amor mútuo ou cheio de desvios e mudanças repentinas onde podem ocorrer sentimentos profundos de frustrações acompanhadas por ressentimentos e hostilidades. Um excesso de desilusão, dor e rancor podem provocar sérios prejuízos ao desenvolvimento saudável. (ACKERMAN, 1986)
Cada estágio do desenvolvimento de uma criança apresenta diferentes desafios psicossociais e satisfações para os pais. Durante a infância, por exemplo, os genitores defrutam a alegria de começar a conhecer um novo ser humano que está apenas começando a tomar forma como individuo e também passam pela experiência da sufocante tarefa de proporcionar permanente cuidado àquela criança. Os conflitos diretos entre marido e esposa e entre pais e filhos são maiores durante os anos pré escolares por causa das crescentes cargas financeiras, da multiplicidade de tarefas domésticas e dos mutáveis papéis parentais.
sábado, 2 de abril de 2011
Mudanças pelas quais passa a família em seu ciclo evolutivo
A família passa por várias mudanças em seu ciclo de vida tanto ela como instituição como seus membros que vão desde o casamento, da união de dois seres de origens familiares diferentes, do nascimento dos próprios filhos, o desenvolvimento deles da fase infantil, adolescência e idade adulta, da definição de trabalho, da velhice e a morte.
Como instituição a família bem como seus membros são flexíveis, se adaptam interna e externamente as mudanças com: casamentos, nascimentos, doenças, separações, desempregos e mortes. O divórcio entre os pais é uma das mudanças que geram conflitos traumáticos,principalmente nos filhos menores que ficam sem orientação ao vivenciarem os relacionamento desencontrados entre os pais que cria um ambiente desarmônico e muitas vezes disruptivo (caótico, confuso). Esse estado gera nos filhos dificuldades na aprendizagem com possíveis transtornos mentais, alguns manifestados na adolescênciaem comportamentos agressivos, anti-sociais,abandonos da escola e desrespeito a autoridade.(ACKERMAN, 1986)
Para Ackerman, uma abordagem ampla sobre saúde mental do indivíduo deve incluir a dinâmica do seu grupo e ir mais além, até as complexas interrelações de indivíduo, família e a comunidade mais ampla.
Assinar:
Postagens (Atom)

